Setor Médico Hospitalar Norte, Quadra 101- Área Especial - Fone: (61) 3327-3098
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INTERNAÇÃO DOMICILIAR

Apresentação

Nos últimos anos, a assistência domiciliar tem ressurgido como uma tendência mundial em resposta às demandas decorrentes da transição demográfica e epidemiológica, ou seja: a população está envelhecendo e com isso aumentando a prevalência de doenças crônicas, o que ocasiona elevação dos custos assistenciais em saúde. Dessa forma, urge a necessidade de alternativas assistenciais para atender a essa crescente demanda.
 
A Internação Domiciliar é uma modalidade de atenção realizada por uma equipe multiprofissional específica para esse fim, com ações de promoção à saúde, prevenção, e por prestar assistência a pessoas com quadros clínicos mais graves, porém estáveis, que exijam cuidados mais complexos e com necessidade de tecnologia especializada, que superam aqueles que possam ser oferecidos pela Atenção Primária (PSF – Programa Saúde da Família; PACS – Programa de Agentes Comunitários de Saúde e CS – Centros de Saúde).
 
Atualmente o programa atua com 12 (deze) equipes multiprofissionais compostas, na sua maioria, por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas e assistentes sociais, nas Regionais de Saúde de Sobradinho, Planaltina, Gama, Asa Norte, Guará, São Sebastião, Paranoá, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia, Núcleo Bandeirante e Brazlândia. 

 


 

 

 

Objetivo Geral

Disponibilizar à população do Distrito Federal, assistência prestada no domicílio a pessoas cronicamente doentes e acamadas, que exijam intensidade de cuidados mais complexos que os procedimentos realizados ambulatorialmente, mas que possam ser mantidos em casa, por equipe multiprofissional e interdisciplinar específica.

Objetivos Específicos

• Restaurar e manter o melhor nível possível de independência funcional do paciente.
• Humanizar o atendimento e o cuidado ao paciente.
• Reduzir o período de convalescença para os egressos da internação hospitalar.
• Reintegrar o paciente em seu meio familiar e social.
• Capacitar um cuidador, formal ou informal às necessidades do paciente.
• Educar familiares e pacientes para o fortalecimento do autocuidado.
• Proporcionar suporte emocional aos familiares para maior integração com a nova situação no domicílio.
• Prevenir e diagnosticar precocemente complicações clínicas.
• Prevenir reinternações recorrentes em pacientes crônicos.
• Viabilizar o fornecimento de material hospitalar aos pacientes domiciliados.
• Possibilitar alta hospitalar precoce de forma assistida.
•  Reduzir a incidência de infecções hospitalares pela desospitalização.
• Viabilizar maior número de leitos hospitalares pela desospitalização.
• Reduzir demanda por atendimento hospitalar.
• Reduzir custos hospitalares.
•  Utilizar e estimular redes de apoio na comunidade, dentro de uma abordagem sistêmica de cuidados à saúde.
• Dar suporte ao Programa Saúde da Família.
• Proporcionar oportunidade de capacitação aos médicos especialistas e em formação na área de Medicina de Família e Comunidade, criando campo de estágio para a ESCS/FEPECS/GDF e outras faculdades do DF.


População - Alvo

• Pacientes internados em hospitais regionais de referência que têm condições clínicas de receber alta precoce, e assim serem desospitalizados; e que possuam impossibilidade de serem acompanhados sistematicamente no ambulatório da Unidade de Saúde.

• Idoso portador de doença crônica com incapacidade funcional e dependência física para as atividades da vida diária - AVD (deambulação, capacidade de movimentar-se na cama ou cadeira, capacidade de vestir-se, alimentar-se e realizar higiene pessoal sozinho).

• Portadores de doenças que necessitem de cuidados paliativos (câncer e outras).

• Pacientes com patologias múltiplas e complicações; dependência total/parcial, que necessitem de equipamentos e procedimentos especializados no domicílio.

• Portadores de incapacidade funcional que apresentem:

1. Doenças crônicas agravadas, transmissíveis ou não (tuberculose, câncer, moléstias cardiovasculares e outras).

2. Seqüelas por acidentes decorrentes de causas externas ou outros.

3. Úlceras de decúbito, agudizadas por infecção e ou com repercussão sistêmica.

4. Seqüelas de agravos ou pós-operatório de cirurgias de grande porte.

Diretrizes da Atenção Domiciliar

A Atenção Domiciliar deve seguir às seguintes diretrizes:

• Ser estruturada na perspectiva das redes de atenção à saúde, tendo a atenção básica como ordenadora do cuidado e da ação territorial, de acordo com os princípios de ampliação do acesso, acolhimento, equidade, humanização e integralidade da assistência;

• Estar incorporada ao sistema de regulação, articulando-se com os outros pontos de atenção à saúde e com serviços de retaguarda;

• Estar inserida nas linhas de cuidado por meio de práticas clínicas cuidadoras baseadas nas necessidades do usuário, reduzindo a fragmentação da assistência;

• Adotar modelo de atenção centrado no trabalho de equipes multiprofissionais e interdisciplinares e;

• Estimular a participação ativa dos profissionais de saúde envolvidos, do usuário, da família e do cuidador.

Benefícios da Internação Domiciliar

• Humanização do atendimento.

• Individualização do cuidado. 

• Garantia de cuidados e insumos mínimos com economia da hotelaria, redução de internações e reinternações.

• Viabilização de leitos hospitalares pela desospitalização.

• Diminuição de custos de assistência.

• Desenvolvimento de parceria entre a equipe de saúde e o paciente/família no processo de tomada de decisões relacionados ao cuidado a saúde, com responsabilidade eqüitativamente distribuída.


Critérios de Inclusão/Admissão
A internação domiciliar destina-se aos usuários que possuam problemas de saúde e dificuldade ou impossibilidade física de locomoção até uma unidade de saúde, e que necessitem de maior frequência de cuidado, recursos de saúde e acompanhamento contínuo, podendo ser oriundos de diferentes serviços da rede de atenção.

Para que o paciente seja admitido no Programa de Internação Domiciliar, é necessário que ele cumpra alguns critérios de admissão (clínicos, administrativos e assistenciais), que serão avaliados pela Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar- EMAD -. incluindo grau de perda funcional e dependência para a realização das Atividades da Vida Diária - AVD.

O paciente já deverá possuir diagnóstico firmado ou hipótese diagnóstica, e tratamento estabelecido/programado pelo médico assistente.

Critérios de Exclusão
 
Não serão admitidos no Programa:
 
 Pacientes com necessidades de:
 
• Ventilação mecânica

• Enfermagem intensiva

• Propedêutica complementar, realização de procedimento diagnóstico ou tratamento cirúrgico com urgência.

• Uso de medicação complexa com efeitos colaterais graves ou de difícil administração.

• Sem cuidador contínuo identificado.

• Pacientes ou responsáveis que não aceitarem a proposta do Programa de Internação Domiciliar.

• Pacientes instáveis do ponto de vista hemodinâmico.

• Soroterapia endovenosa contínua.

• Paciente sem diagnóstico prévio.

• Risco à integridade da equipe de saúde.

• Impossibilidade de acesso ao local de atendimento.

• Ausência na rede de assistência de serviços necessários aos cuidados do paciente.

• Patologias graves sem possibilidade de controle domiciliar.

• Pacientes com quadro clínico não agravado e que possam receber assistência domiciliar no nível de atenção primária à saúde (Equipes de Saúde da Família e Centros de Saúde).


Critérios de Saída/Alta
 
Para a alta do paciente do Programa de Internação Domiciliar é necessário haver avaliação médica e discussão do caso com a equipe, observando os critérios clínicos, administrativos e assistenciais a seguir:
 
Critérios clínicos:
 
• Melhora das condições clínicas e/ou estabilidade clínica com encaminhamento para outro ponto de atenção à saúde como a atenção primária (Programa Saúde da Família e Centro de Saúde).
• Intercorrência clínica ou urgência/emergência que justifique internação hospitalar.
• Óbito.
Critérios administrativos:
• Mudança da área de abrangência.
• Piora de condições domiciliares mínimas que comprometam a resolutividade da internação domiciliar.
Critérios assistenciais:
•  Inexistência de um cuidador.
• Não concordância com o Plano Terapêutico da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar - EMAD.
• Solicitação de desligamento a pedido do paciente e/ou familiar.
• Omissão de informações pertinentes com o propósito de transgredir os critérios da admissão e permanência.
• Opção do doente ou família por prescrições ou orientações de profissionais externos, contrárias às da equipe.
• Falta de aderência aos cuidados propostos e normas da assistência.